QUATRO OU OITO
Já que estamos em eleições, escrevemos então de eleições. Fala-se muito em democracia, mas ninguém respeita nada. Todos querem se reeleger. Não sei porque o tempo é de quatro anos. Não sei de onde tiraram isso ou baseado em que. Confesso a minha ignorância.
Mas o fato é que todos querem mais quatro anos, uns até doze, dezesseis, vinte anos. Lá deve ser muito bom. Reparem quantos e quem querem a reeleição. De presidente á vereador, de governador á deputado estadual. Pois bem, deveriam então criar uma lei, nessa reforma política que não sai, de ser logo oito anos o sujeito no cargo, sem direito a de reeleger nunca mais.
Escrevo isso muito chateado, pois sou daqueles que gosto de mudanças. Não tenho medo do novo ou de quem chega, seja de onde for. Falo isso com a alma entristecida em saber da derrota de Lula/Dilma para Aécio Neves, se ele viesse. Mas se calou perante Lula. Agora, mesmo sendo o senador mais votado do Brasil, não terá mais direito a se candidatar. Seu “time” passou, teria que ser agora.
E por aqui, é preciso aparecer um novo nome, um novo líder (difícil) para quebrar a linha política forte e obstinada do atual governador. Ele é profissional e apaixonado. Mas tem de vir um nome, mesmo que seja forjado, criado para poder fazer frente, senão vários Casagrandes irão se suceder.
Mas desde de minha fase estudantil na UFES ouvia dizer que os líderes vão ficando escassos, aqui e no mundo. Quem teria um pouco de senso criativo e fé no que faz, ao ponto de convencer pela boa vontade, poderia ainda fazer alguma coisa. Talvez o caso de PH. E onde e quando irá aparecer alguém com este perfil para os futuros embates políticos?
Como Aécio poderia ser expressão salvadora e combatente no cenário nacional, Ricardo Ferraço poderia ser aqui. Mas ambos foram ludibriados pela própria política que fazem. Aquela sem fé, sem alma, sem boa vontade, sem entrega, como faziam os antigos líderes. E nós? Vamos votando, votando e nada mudando....
MENSAGEM FINAL
Políticos são iguais em toda parte. Prometem construir uma ponte mesmo onde não há nenhum rio. Nikita Khruchtchev
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