SEM VONTADE
Hoje estamos sem vontade de escrever. Cabeça vazia, fatigado pelas mesmas historias; política, esportiva, digamos, amorosa e de trabalho também. Olha-se para um lado e vê a CPI do mentirão, perdão, mensalão. Viramos para o outro lado vemos um Flamengo travado na ignorância de seus dirigentes, que parecem serem parentes do Marcos Mala Valério, tamanha a embromação. E a novela Robinho/ Real Madrid. Que coisa chata.
Na rua, cismado com esse povo nosso que sente um frio danado a mais leve brisa, ou a uma diminuta caída do termômetro. Ficam todos de capote e tem até aquelas pessoas que ficam andando encolhidas. Pobre inverno. Fraco, feio e frio, mas não tanto assim. Nas noites, as mulheres de botas e outras de sandálias. Esquisito isso. No cinema, o conjunto de lançamentos, mas a época não é lá dos melhores.
No momento nada inspira a escrever. Nenhum fato novo no radio, a não ser aquele que colocou um pobre coitado para fazer dois horários numa mesma radio, acabando com a personalidade dele. Nem o Recall este ano foi bom e deu motivo para uma análise profunda desta coluna. Ainda bem, senão iria ter gente decepcionada. E a grade de tv á noite. Tem gente que gosta de ver Gimenez, Tom, Leão. Mas é dose para esse ultimo.
Mas íamos esquecendo de um bom programa em meio a esta degeneração toda. Ficar espiando os depoimentos nas CPI’s de Brasília. Um verdadeiro “reality show” Mentiroso, falso, enrolado, engraçado, angustiante, intrigante. Aliás, o que salvou o ano até aqui foi essa escorregada decisiva do Partido dos Trabalhadores. Um mar de denúncias e acusações e o nosso presidente falando em moral e bons costumes pela televisão afora.
O negocio bom mesmo deve ser pegar um livro e ler nas horas que o tempo proporciona. Pelo menos ali se tem um companheiro fiel, instrutivo e que a gente cai na realidade ou na fantasia da vida. Mas tem que lê-lo sem som, já que o radio não serve de coadjuvante atualmente. Atrapalha e embaralha o ato.
MENSAGEM FINAL
Alguns executivos são tão dedicados a seu trabalho que mantêm sua secretária perto da cama, para o caso de terem uma idéia durante a noite. Henry Youngman

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