terça-feira, 2 de agosto de 2011

FUNDAMENTOS

Existe uma diferença entre o jornalismo impresso e o jornalismo de rádio. Mas a maioria das rádios, quando faz o jornalismo, segue os fundamentos do jornal, talvez de tanto recortar e ler as noticias dos periódicos, o “gilete press”

Com isso, levaram para o radio o “lead” sem necessidade, já que esse é um recurso exclusivo dos jornais. No radio soa como repetição, já que o ouvinte não precisa ser chamado atenção para a informação, esta já é dada no decorrer da audiência.

Tem radio que usa lead em seus noticiários e este fica assim. “ Juiz do T.R.E anula seção em Mangaratiba – O juiz do T.R.E anula seção de Mangaratiba quando foi descoberta......” Um pleonasmo vicioso. É melhor entrar direto na noticia, com ênfase.

Outra grande idiotice praticada no radiojornalismo é citação de nomes de pessoas, na maioria dos casos, sem necessidade. Ex: “ a fila era enorme, segundo o Coordenador do Curso, Jose Souza, que logo decidiu colocar em....” No universo da avalanche de informação dos dias atuais, é perder tempo usar o nome da pessoa. Passa direto. Leia agora sem o nome. A noticia fica com o mesmo valor. Tem sujeito! Já em TV, tudo isso é necessário.

Tem noticia que há necessidade do nome do personagem. Mas na maioria dos casos, não.

São coisas que a gente vai percebendo no decorrer do dia a dia e aperfeiçoando o sistema, combatendo os vícios – que são muitos – e colocando em práticas novas maneiras. Pode ser que haja constentação. Afinal estamos numa democracia e temos de deixar as opiniões fluírem, mesmo elas sendo arcaicas e utilizadas de modo vicioso. É melhor não pensar, não é mesmo? O melhor é fazer, pois assim o de cada um está garantido no final de mês. A evolução que se dane!


MENSAGEM FINAL
Se você não conseguir da primeira vez, tente, tente outra vez. Depois desista. Não adianta fazer-se de idiota. W. C. Fields

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