VOZ OUVIDA
Certa vez
fiz uma crônica elogiando a plástica (vinhetas, abertura) da Voz do Brasil.
Hoje tomo conhecimento que nas grandes cidades este programa
político-governamental tem grande audiência. Uma pesquisa do IBOPE e espero que
não seja encomenda, acusa São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte, onde a
audiência registra picos altos.
Os
defensores do horário das 19 horas dizem que se mudar de horário (que é a
flexibilização em andamento) iria prejudicar
as populações menos favorecidas, tipo os agricultores, que dormem cedo,
como aqueles ouvintes típicos, de cidades mais longes. Balela pura!
Só que os
radialistas defendem uma flexibilização que atenda melhor a ouvintes de cada
região do país em até três horas, ou seja, rádios podem veicular ás dezenove,
como as vinte, vinte e uma e vinte duas horas. Assim, acreditamos que o radio
estaria dando mais oportunidade de as pessoas a ouvirem a Voz do Brasil.
Há quase
dez anos que o radio luta para que os políticos aprovem o projeto de lei que mantém
a obrigatoriedade do programa, mas que tenha essa flexibilização. Foram feitas
varias tentativas m requerimentos para a inclusão na pauta, mas sem resultados.
Má vontade política. Má vontade mesmo!!!
Na Copa do
Mundo, as rádios utilizaram deste expediente de flexibilização através de uma
MP da presidência, mas depois voltou tudo na mesma. Os radiodifusores
pressionam o Congresso e nada. Estamos sem moral. Uma imprensa sem moral, como
a maioria dos países da America Latina.
MENSAGEM FINAL
O mais bonito dos homens viris é algo feminino; o mais bonito nas
mulheres femininas é algo masculino. Susan Sontag
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