REPORTAGEM LIVRE
Ás vésperas de trabalhar novamente com uma TV de ponta, a
Record News, estava eu reparando uma reportagem de externa feita por desses
jornais da TV Gazeta.
Era noite e o repórter cobria uma feira, se não me engano de
artesanato. O modo com que ele falava e se locomovia me chamava a atenção e
digo porque, pois era diferente.
Um dos meus antigos mestres na comunicação disse que o
repórter de externa deveria relatar apenas o que via. Não fazer texto de
entrada de saída e muito menos pontos para ler frente á câmera numa externa.
Este repórter parecia fazer justamente relatar o que via. O
texto saia livre, solto, sem os mesmos chavões, rotineiros em qualquer
reportagem de TV.
Era gostoso de ver, ele parecia muito desenvolto, a gente
sentia que ele criava as frases, as palavras, não se importante com os esquemas
rígidos e ridículos da reportagem externa atual.
Mas pode ser que ele tenha fugido a regra, pode ser que
tenha sido chamado a atenção, pois pode ser que seu editor, seu diretor de
reportagem tenha sido formado nessas faculdades particulares da vida, onde quem
ensina nunca tem esse tipo de genialidade, coragem para mudar.
Acho e começo a pregar um estilo de reportagem externa mais
solta, como o repórter de radio. Já ficou chato a clareza, a limpidez dos
repórteres que entram, fazem a reportagem sem nenhum erro, sem nenhum arranhão.
Já é coisa do passado.
MENSAGEM FINAL
Se alguma
coisa o aborrece depois de 2 minutos, tente 4. Se continuar aborrecendo, tente
8, 16, 32, e daí em diante. Eventualmente descobrirá que já não aborrece, mas
que é muito interessante. Provérbio

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