quinta-feira, 8 de novembro de 2012





DEPENDENCIA

Dia desses acompanhei a compra de um celular, modelo que tem tudo. Foi uma verdadeira maratona. Desde que sai da vitrine e chega em definitivo ao dono, ele passa por um dez pares de mãos. Todos conhecem bastante e manuseiam aquilo como se você um canivete suíço.

Quando se compra, passa-se por diversos lugares, para atualizar o dito cujo com a mais alta tecnologia que ele dispõe. O telefone tem tudo que um radio tem, um cinema tem, uma TV tem e por fim uma Internet tem.

Mas estou falando isso não é para qualificar e nem enaltecer este novo instrumento de prazer e necessidade e sim para tentar descrever a expressão das pessoas que freqüentam as lojas das operadoras.

Nota-se que hoje ninguém vive sem um celular. Pensar que ate 15 anos atrás à maioria vivia de telefone fixo, é difícil imaginar hoje uma pessoa sem celular. Todos querem ter e não tem classe social não, são todos, até marginais.

Já preconizaram o fim do telefone fixo, igual previram o fim do papel jornal. Duas coisas não vão acabar nunca. Mas em muitas residências deste pais jaó não existem o telefone fixo, só usam o celular.

O fixo não é mais referencia, não é mais família. Deu lugar ao individualismo. O celular é uma pessoa, a pessoa é um numero. George Orwell já falava nisso em seu “1984”. Vocês precisam ver a cara das pessoas atrás de informações sobre seus celulares nas lojas.

Enfim ter celular não é mais um privilégio de quem pode. É uma necessidade cega e surda. É objeto de necessidade dos marginais, principalmente desses. Outra particularidade do aparelho é onde ele é transportado pelas meninas de hoje. No bolso de atrás.

Para confessar a verdade eu também uso celular, mas sou meio careta no tempo. Para mim ele serve apenas para receber chamada e falar com quem preciso. Só isso.

MENSAGEM FINAL

A maioria de nossos gastos é feita para propiciar nossos esforços de nos parecermos com os outros. Ralph Waldo Emerson

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