quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

RETROCESSO
Poderia dizer decepção, mas prefiro colocar retrocesso. Trabalho há 50 anos no radio, inclusive acabei de escrever um livro sobre essa trajetória, que breve será publicado.

Acontece que o que aprendi, vivi e convivi, o que eu fiz, tudo isso não condiz com o que eu presencio no radio de hoje, seja onde for, mas principalmente ao meu redor.

Ao projetar emissoras e construí-las, ao compor equipes, ao conviver com bons e maus profissionais, com esforçados e outros acima da media, pude ter o poder de aquilatar as coisas nefastas que hoje vejo no radio.

Hoje colocam qualquer pessoa para ocupar o microfone, denegrindo a imagem dos bons locutores, gente amadora ou semi profissional (se isto existir)

Hoje horários são sublocados em proil de cifras e não da boa audiência ou da audiência de qualidade. Hoje os ouvintes da boa musica andam tristes e sem cantarolar pois não tocam mais suas musicas e sim o funk, o pagode melado de amor, ou a tal sofrência (infeliz quem inventou este termo)

O governo petista piorou essa situação ofertando emissoras comunitárias a qualquer cidadão de baixo nível e que depois acham que podem trabalhar em uma radio de nível elevado (que estão desaparecendo)

Que saudade da radio Jornal do Brasil ou ate mesmo da Globo de Haroldo de Andrade, ou a Capixaba de Jairo Maia, até mesmo a Bandeirantes AM e Jovem Pan AM de São Paulo

Arrisco dizer que não vai aparecer tão cedo um gênio do radio pois não existe radio de nível para eles se espelharem. Ai eu temo pelo futuro do radio e dou motivo ao título desta crônica de hoje


MENSAGEM FINAL
Quanto mais pessoas acreditarem que outros poderão melhorar suas vidas, mais lentamente qualquer melhoria ocorrerá.

Conde Leon Nikolaievitch Tolstoi

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