TRABALHO
NO RADIO!
E La se vão
50 anos ininterruptos trabalhando nesse veículo que, não só para mim, é uma
atração para muitas pessoas. Quando surgiu a TV, disseram que o rádio acabaria, se fortaleceu. A mesma
coisa digo agora para a Internet. Na realidade o que muda são formulas de
produção de conteúdo.
Desde
pequeno, lembro meu avô, numa poltrona individual no canto da imensa sala e ao
lado uma mesinha e um grande radio em cima. Ali ele ouvia a Radio Nacional, principalmente, com seus programa épicos.
Tinha os programas de auditório e as novelas.
Meu avô se
foi e a poltrona e o grande radio começaram a ser usados por mim, pequeno ainda.
Talvez curiosidade, talvez destino. Hoje, trabalhar nesse meio é um prazer
renovado. Um detalhe, na época de faculdade na capital não tinha o curso de
comunicação, tive de optar por administração.
Mas são 50
anos de trabalho. Tudo aqui no ES. Mas tive a chance de conhecer e estudar
melhor esse veiculo, quando morei nos Estados Unidos. Pois bem, não me lembro
de um dia que eu tenho ido trabalhar triste.
Aprendo com
um único mestre, Hélio Ribeiro, que a gente tem de fazer radio com o coração e
não com a boca. Aprendi com o amigo Jairo Maia que devemos ser felizes ao fazer
radio; e aprendi recentemente, já aqui no final, que quanto menos tempo temos
mais coisas faremos no radio. Tudo isso me faz o coração bater muito forte
ainda.
Radio não é
profissão, infelizmente. Radio é emoção, felizmente.
MENSAGEM FINAL
O mais
importante na comunicação é ouvir o que não foi dito. Peter Drucker
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