NATAL É VERMELHO
Uma data de paz, de “espírito conciliador”, de encontros e bóia lembranças. Mas sua cor é de guerra, é de luta. O natal é vermelho. Sua imagem principal se veste de vermelho, seus enfeites são vermelhos e o mundo se vira em vermelho nessa época. Gozado, não?
Deveria ser tudo, por exemplo, azul, verde. O vermelho seria para contrastar com a neve branquinha? E nos paises tropicais? Tudo vermelho também. Dá mais calor...não é humano não. Calor mesmo. Aí, a Coca-Cola deita e rola com essa imagem vermelha. E ela é próprio símbolo desta época de festas. Comilança e bebida.
Mas afinal é o menino-Deus que nasceu ou é Papai Noel que desceu? O que no natal celebramos? Quem é a referência? Seria o bom velhinho um dos três Reis Magos? É a criança um dos pilares do natal. Justamente um menino-deus na manjedoura. E o Papai Noel deveria ser os Reis Magos, com o saco cheio á caminho da manjedoura.
Mas voltemos a cor. O vermelho é um das cores mais fortes dos Estados Unidos. Foi lá que começou tudo. E botaram a culpa na Groenlândia. Conversa fiada. O consumo, a crise, as vendas, tudo enfeitado e nada melhor que o vermelho deles. As bebidas, o peru de natal, o panetonne. Tudo invenção de fora.
Apesar de tudo, apesar da cor vermelha estranha para época, o natal continua como desculpa para um pouco de paz entre as pessoas, de uma consciência maior para os rumos do mundo. Esqueçamos o velho gordo, bonachão e explorador de veados (os que puxam o trenó) e lembremos da manjedoura, do menino que ali nasce todos os anos, e que vai continuar nascendo até que morra o ultimo egoísmo, o ultimo pecado.
MENSAGEM FINAL
Um homem é rico na proporção de coisas que ele pode comprar, e ignorar. Henry David Thoreau

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