A ESPERA
Estava um
dia esperando a hora de um apontamento na Caixa Econômica. Tarefa para ter
muita paciência. Enquanto a hora não chegava, resolvi escrever uma crônica.
Isto é, esperar minha vez fazendo algo útil. Mas escrever o que, assim, de repente?
Pensei em
escrever sobre o futebol, porque era uma segunda feira, de um domingo de jogos da
Copa do Mundo, mas não, não seria bom assunto. Falar dos desmazelos do governo
Temer, cheio de denuncias, também não.
Escrever do
que se esperar sobre as eleições deste ano, sobre o policiamento das fakes
news, de como os órgãos de comunicação irão lidar com os candidatos. Ainda é um
pouco cedo, mas haverá alguma novidade e, portanto nada a comentar ainda. Discorrer sobre a cobertura da Copa, também
seria um assunto enfadonho. A Copa nem acabou e já estamos saturados de
informações sobre futebol
Enquanto
pensava no que escrever, ficava rabiscando e os minutos passando. Vi que
chegaria a um bom tamanho de crônica se tivesse que escrever sobre os assuntos
atuais que mexem com os brasileiros. Ah! A mudança de tempo poderia ser, já que
entramos no inverno e o calor apertou.
Enfim, nada
me convenceu a escrever enquanto esperava minha vez de ser atendido. Consegui
fazer o tempo passar, imaginando o que poderia ser tema de uma crônica,
enquanto esperava. Respirei fundo quando fui chamado. Mas só essa espera
merecia uma crônica, a de ver como as pessoas se comportam quando esperam um
atendimento nesses órgãos.
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