ACORDA OVELHA!
Lembro de Aloísio
Ovelha quando chegou para trabalhar na Tribuna AM. Perguntei de cara: “porque
Ovelha?” Ele disse que lá em Guarapari, sua terra, quando mais novo, usava uma
cabeleira loira que mais parecia uma lã de ovelha. Apelidou!
Ovelha
trabalhava em radio em Guarapari. Já tinha alguma experiência, inclusive em FM.
Mas seu forte era a comunicação vibrante de uma AM.
Trabalhava
na locução á noite com programação de musica sertaneja. Quem lidava com ele era
Zé Henrique Pinto, como operador. Volta e meia Ovelha chegava tarde. Estava,
segundo ele, no dentista. Chegava com a boca paralisada, mas elogiando a beleza
da dentista, principalmente quando encostava nele, segundo relato. Sempre foi
sacana.
Foi comigo
para a Gazeta. Chegou uma leva pesada, Eu, Jairo Maia, Peixoto e ele. Depois
conseguimos que Ze Henrique fosse também. Na Gazeta foi logo se destacando pela
sua simpatia com os ouvintes e com os próprios colegas. Fazia a programação da
tarde no mesmo estilo, o sertanejo.
Tinha uma
coisa que não entendia no Ovelha. Ele ia e vinha de Guarapari todos os dias.
Seu sonho, no inicio, era comprar um carro.
Lembro
também de uma reportagem do jornal A gazeta no verão de Guarapari naquela
época. Trazia uma foto de um rapaz de sunga curta sentando em um coco. Isso
mesmo no coco. Era Ovelha. Caiu em nossa gozação.
O porque da
gente estar falando dele. Dorme profundamente em seu estado atual. Isso me faz
lembrar de uma pessoa sempre alegre, sempre brincalhona, tipo daquelas que não
tem maldade. Eis Ovelha. Não podemos perder gente assim.
Como sou um
homem crente nas minhas orações, oro para ele e digo em voz alta, ACORDA OVELHA!,
para ver se escuta, saia desse coma e volta para nosso convívio. Acredito que
esteja ouvindo...tomara!
NOTA:
Quando escrevi essa crônica seu estado era o mesmo ainda
MENSAGEM FINAL
Amigo, para
mim, é diferente. Não é um ajuste de um dar serviço ao outro, e receber, e
saírem por esse mundo, barganhando ajudas, ainda que seja para fazer injustiça
aos demais. João Guimarães Rosa
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