quinta-feira, 29 de junho de 2017


ACORDA OVELHA!

Lembro de Aloísio Ovelha quando chegou para trabalhar na Tribuna AM. Perguntei de cara: “porque Ovelha?” Ele disse que lá em Guarapari, sua terra, quando mais novo, usava uma cabeleira loira que mais parecia uma lã de ovelha. Apelidou!

 

Ovelha trabalhava em radio em Guarapari. Já tinha alguma experiência, inclusive em FM. Mas seu forte era a comunicação vibrante de uma AM.

 

Trabalhava na locução á noite com programação de musica sertaneja. Quem lidava com ele era Zé Henrique Pinto, como operador. Volta e meia Ovelha chegava tarde. Estava, segundo ele, no dentista. Chegava com a boca paralisada, mas elogiando a beleza da dentista, principalmente quando encostava nele, segundo relato. Sempre foi sacana.

 

Foi comigo para a Gazeta. Chegou uma leva pesada, Eu, Jairo Maia, Peixoto e ele. Depois conseguimos que Ze Henrique fosse também. Na Gazeta foi logo se destacando pela sua simpatia com os ouvintes e com os próprios colegas. Fazia a programação da tarde no mesmo estilo, o sertanejo.

 

Tinha uma coisa que não entendia no Ovelha. Ele ia e vinha de Guarapari todos os dias. Seu sonho, no inicio, era comprar um carro.

Lembro também de uma reportagem do jornal A gazeta no verão de Guarapari naquela época. Trazia uma foto de um rapaz de sunga curta sentando em um coco. Isso mesmo no coco. Era Ovelha. Caiu em nossa gozação.

 

O porque da gente estar falando dele. Dorme profundamente em seu estado atual. Isso me faz lembrar de uma pessoa sempre alegre, sempre brincalhona, tipo daquelas que não tem maldade. Eis Ovelha. Não podemos perder gente assim.

 

Como sou um homem crente nas minhas orações, oro para ele e digo em voz alta, ACORDA OVELHA!, para ver se escuta, saia desse coma e volta para nosso convívio. Acredito que esteja ouvindo...tomara!

 

NOTA: Quando escrevi essa crônica seu estado era o mesmo ainda

 

MENSAGEM FINAL

Amigo, para mim, é diferente. Não é um ajuste de um dar serviço ao outro, e receber, e saírem por esse mundo, barganhando ajudas, ainda que seja para fazer injustiça aos demais. João Guimarães Rosa

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