O REPÓRTER E A
POLICIA
Uma
funcionaria de uma escola publica de Vitoria foi assediada dentro de um ônibus
por alguns homens. Segundo consta em cena deprimente. Apesar de ela reclamar,
eles disseram que não tinham medo da policia, como quem diz, ”fazemos e fica
por isso mesmo”.
Ao chegar
no trabalho em prantos e assustada, seu diretor, ao ouvir seu ralado, foi com
ela dar queixa. Só que andaram por mais de três delegacias, inclusive a da
mulher e nada, ate que uma aceitou a denuncia.
Ela sabia
que eles eram flanelinhas em Jardim Camburí. A policia foi com ela ate lá e os
bandidos identificados. A policia então os abordou e num primeiro momento
faziam uma revista, quando entra em cena o repórter do Metro.
Daí em
diante, todos sabemos o que aconteceu, pois toda imprensa divulgou a historia
(dele), menos o que havia provocado àquela ação policia. Não. Falou sim, em pouco
espaço. A policia interviu. Mas repórter é repórter, muito deles querem fazer
uma bela reportagem, principalmente os novatos.
Foi o que
deu, ele continuou insistindo na filmagem que fazia com o celular, filmar a
ação, mesmo com a policia permitindo desde que ficasse um pouco mais afastado.
Ate que a policia teve que intervir com ele, talvez pela proximidade. A policia
sabia que ele era do jornal, pois ele se identificou.
Mas acabou
todo mundo na delegacia, inclusive a vítima do dia, a moça. Tinha advogados,
tinha imprensa, mas ninguém entrevistou ou quis saber o motivo daquilo tudo,
ninguém quis entrevistar a vítima real, a moça. E continua a violência da marginalidade
contra cidadãos indefesos e o foco nas violências da policia.
Resumindo:
O caso do repórter teve uma exagerada repercussão, que casos como esses levam
sempre a comunidade ficar desconfiada da policia e pior, muito pior, a vitima,
a moça foi “aconselhada” a tomar cuidado e evitar seu trajeto rotineiro, sendo
que os flanelinhas foram liberados.
Para mim foi
mais um capítulo da novela policia contra imprensa. E a vida continua em perigo
para todos nos, ja que os bandidos estão soltos. E o final deste capitulo
terminou apenas com uma reportagem sobre o repórter. Gente, a vítima não foi ele, foi a moça.
MENSAGEM FINAL
A religião do futuro será cósmica e transcenderá um Deus pessoal,
evitando os dogmas e a teologia. Albert Einstein
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