A
CORRIDA
No domingo
da “Milhas Garoto”, levantei cedo e fui ver o pessoal passar. Gosto de esporte
e tem uns que chegam a emocionar. Essa corrida já é de nível internacional e o
percurso é um dos mais bonitos do mundo (sem exagero).
Fiquei
vendo atento. La vinham eles. De cara, um grupo de uns seis corredores, bem
distanciados, e entre eles, os quenianos velhos de guerra. Seguindo seus
passos, uns dois brasileiros. Depois, espaçados, passavam de dois em dois ou de
três em três. E La foram eles.
Em seguida
começou o pelotão daqueles que entraram sonhando em ganhar. A gente notava
neles que eram preparados, sérios, correndo compassadamente. Passos largos,
olhares fixos, eram corredores mesmo.
Depois
desses, aí sim, vieram todos aqueles que gostam de correr, que correm
diariamente ou distancias longas nos fins de semana, e pessoas misturadas,
homens, mulheres, jovens velhos, todos passando.
Mais atrás,
o grupo do oba oba, passam falando alto, uns gritando, outros rindo, mas todos
correndo. Passam também o grupo da Policia Militar e da Marinha, passam
entoando palavras de incentivo em côro.
Um detalhe:
Tem aqueles que se fantasiam. Levam cartazes, máscara, fantasia de Batman, e
também de índio, só que esse era de verdade mesmo, um Pataxó. Tinham aqueles
que gritavam: Fora Dilma!!!
Mas atrás
ainda, o grupo dos mais devagar, vem trotando, outros já vem andando (isso na
altura da Praça da Ciência, onde eu estava), são aqueles que quiseram fazer a
corrida e talvez não se prepararam ou ainda, eram estreantes pagando alguma
promessa para eles mesmo, quem sabe?
Por ultimo, escoltados pelos carros da policia
e ambulâncias (que fechavam a corrida) vieram os melhores, um pequeno grupo,
entre eles, dois gordinhos, bem acima do peso, uma senhora e um senhor, ambos
idosos. Valeu a pena ver toda a corrida, principalmente o final.
MENSAGEM
FINAL
Há mudança no Brasil. Ela não corre, mas anda. Não
corre, mas ocorre. Herbert José de
Souza (Betinho)
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