sexta-feira, 14 de março de 2014


REMINISCENCIAS

Em 2010, antes de ter sua temporada de estudos e aperfeiçoamento na Europa, o Jornalista Carlos Tourinho deixou um documento para minha pessoa. Fomos contemporâneos na Gazeta, ele na TV e eu no radio.

Era uma pagina do jornal A Gazeta, enfim, a coluna assinada por Aurelice Aguiar (depois Lindenberg) datada de 2 de dezembro de 1990. La se vão quase 25 anos.

Basicamente, a página era dedicada a mim, que estava de partida para uma temporada nos Estados Unidos, onde fiquei por seis anos, sem nunca ter vindo ao Brasil neste período. Tinha também um tópico falando dele, Tourinho e sua estreia como repórter nacional da Gazeta na Rede Globo. Foi o pioneiro no Brasil. Como sempre a afiliada do Estado muito respeitada.

Na pagina, alem da matéria principal e este Box sobre Carlos Tourinho, havia uma coluna intitulada “spot” com tópicos, falando da gente da terra. Um deles se referia a Edu Henning, que estrearia na Antena 1 um programa chamado “Faixa 6 do Lado B” , nome típico das invenções de Edú.

Nestes tópicos, Aurê citava nomes do meio (este era o propósito da pagina semanal no jornal), como Roberta Conde, Thelmo Scarpine, Geraldo Pereira, Roberto Burura (que na época já estava em Los Angeles), Mauro Roger e Luis Carlos Peixoto.

Na matéria principal, havia quatro opiniões sobre essa minha ida para os states, as de Café Lindenberg, Jonas Porfírio, Antario Filho e Marcos Lima, (Marcão). Passados todos esses anos e relendo a matéria, vimos o carinho que dois nomes importantes davam a nossa pessoa, Antário Filho e Marcão, justamente esses que não estão mais aqui.

Dizia Antarinho: “Zé Roberto é um professor que só com o tempo as pessoas que estão trabalhando sob sua direção vão descobrir o brilhantismo de suas lições. Tudo o que faço em rádio hoje, teve inicio com as aulas de Zé Roberto. Ele procura sempre trabalhar com pessoas de bom caráter e vive a ilusão de que vai purificar o meio radiofônico. Os novatos não o entendem. Somente depois de dez anos vão entender as lições de Zé Roberto” Quando voltei da América, Antário já não estava mais aqui.

Já Marcão ponderou: “É um profissional de tradição no rádio. Uma pessoa correta, que trabalha sempre dentro dos critérios de honestidade. A seu respeito só tenho que fazer os melhores elogios. Trabalhamos juntos na Tribuna e Tropical e sempre tivemos um ótimo relacionamento. Desejo muita sorte a ele” Nesta época Marcão estava como diretor da Sony no Rio. E se aqui ainda estivesse hoje, por certo, estaria ao lado dele torcendo para seu Alexandre se recuperar logo.

Pois é, tem coisas que compensam a trajetória de lutas dessa vida

MENSAGEM FINAL
Tudo na vida tem que ser um pouquinho complicado para ser bom. O que é muito fácil não presta. Silvio Caldas





Nenhum comentário:

Postar um comentário