TEORIA DA
INFORMAÇÃO
Talvez o
que venhamos a falar aqui tem muito a ver com a velocidade da informação. Mas
essa não é muito culpada do fato a ser exposto.
A educação
é primordial, digamos essencial para que a informação seja absorvida. Falamos a
informação noticiosa, a dos eventos atuais pelo mundo afora e não da informação
intelectual, aquela adquirida através
dos
estudos, das pesquisas, das leituras.
Quando um
povo é carente de informação intelectual, como os povos do ainda terceiro mundo, e nele se inclui o Brasil, a informação
noticiosa se torna perigosa ser veiculada. Não se discute aqui a sobrevivência
dos veículos e muito menos dos profissionais.
Falamos da
informação noticiosa quando relata e mostra, por exemplo, matérias sobre
roubos. Como roubaram, como fugiram, o que aconteceu.
Ou sobre
corrupção. Como eles agem, como enriquecem, do que tem em consequência. Das
manifestações com vandalismo, a mesma coisa.
Tudo é
mostrado com detalhe, com exaustão pelos veículos. O povo menos preparado, de
tanto ver, passa a fazer o mesmo, inconscientemente ou querer fazer. Aí a
gravidade do problema social.
A imprensa
evoluiu em tecnologia, mas profissionalmente talvez não. Deixamos de acompanhar
os movimentos, os anseios dos povos. Hoje apenas relatamos e mostramos o que
fazem. Hoje mostramos o fato, mas o motivo apenas paira no ar.
A
informação completa, com pé e cabeça, deixou de ser mostrada. Pressa? Tempo
curto? A reportagem investigava deixou de ter importância?
Tudo isso
virou uma questão de conceito. A juventude cresce vendo um tipo de informação
que não leva a nada em seu conteúdo.
Por estar
se tornando um conceito, a juventude de hoje deve achar normal esse estado de
coisas, essas coisas erradas, como protestar vandalizando, legislar em causa
própria e ver marginais menores assaltando sem nenhum castigo. É preciso
repensar tudo isso. Mas quando?
MENSAGEM FINAL
Quando todos pensam igual é porque ninguém está pensando. Walter
Lippman

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