TAMBÉM NO BRASIL
Quando o mundo árabe começou a sentir as revoltas populares,
começando no Cairo, deram o nome de “primavera árabe”. Na verdade, o Irã foi o
precursor com o “movimento verde”. Depois chegou á Síria e agora está na
Turquia. Mas não foram só os árabes, Moscou também entrou na onda.
Na realidade esses movimentos têm princípios e razões
diferentes. Cada país com sua “bronca”. Até seus atos de violência são
diferentes. Só que aqui no Brasil, como nesses países citados, uma nova classe
é que se apresenta para o combate, a classe das redes sociais.
Essa classe não é propriamente o povo de Lula e nem da
Dilma, muitos de Morsi, do Bashar AL Assad ou do Erdogan. São estudantes,
profissionais liberais, intelectuais e funcionários públicos.
E não pára aí. Na emergente China e na velha e falida Europa
(principalmente Grécia, Espanha e Portugal) existem passeatas, que não chegam a ser movimentos
como os do Brasil e dos países árabes. Sim, existe a grande onda de protestos e
manifestações mundo afora.
Esses países foram beneficiados com a explosão feliz da
globalização de 12 anos atrás, só que também enfrentaram o arcaico processo
político das autoridades do poder. E aí, as redes sociais serviram de
instrumento, usadas á serviço de uma informação que a classes emergentes não
podiam ter.
Bom, nessa epopéia de protestos, dois países se assemelham:
Brasil e Turquia. Nas duas capitais (Brasília E Ancara) seus governantes
apelaram e apelam para força. Tanto lá como aqui a classe média, que está sob
inflação, faz com que qualquer probleminha, como uma simples Praça em Istambul
e um pequeno aumento nas passagens em São Paulo cause revolta popular.
Mais uma vez, a comunicação esteve presente e á frente
nestes movimentos. Tanto nos países árabes, Europa e America do Sul (Argentina
e Brasil) as redes sociais (Facebook e Twitter) foram usadas para conclamar,
reunir e mostrar tudo. Televisão, jornal e radio apenas comprovaram ou
comprovam. Enfim é um movimento contra o poder, onde até algumas redes de TV
foram alvos de protestos. As coisas mudaram.
MENSAGEM FINAL
Somos
infelizes por aquilo que nos falta, mas não felizes pelas coisas que possuímos;
dormir não representa felicidade, mas não dormir é insuportável. Voltaire

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